A rotação em Saúde Comunitária tem sido uma boa surpresa. Assim de forma fácil de perceber posso
dizer que Saúde Comunitária = 50% MGF + 50% Saúde Pública. O médico dá
consultas, vê doentes, mas também planeia muitas actividades de prevenção de doenças, promoção da saúde, estudos de necessidades da comunidade...
Todos os dias saímos do Hospital às 8.30 da manhã num
autocarro (que não passaria nunca em nenhuma inspecção ou avaliação de
segurança!) que deixa toda a equipa no centro de saúde rural nos arredores de
Kochi a 45 minutos. A paisagem é lindíssima, assim não custa nada fazer a viagem
não é?
Alternadamente temos ficado na consulta externa ou
saímos com a equipa de campo. O centro de saúde (da organização AIMS, ou seja,
privado) abrange uma área com 30.000 pessoas.
Há programas na comunidade de saúde materna, saúde
infantil, prevenção de doenças causadas por mosquitos, cessação tabágica,
qualidade de vida dos idosos… enfim… uma série de actividades que as equipas
tem com a população local de forma a informar, prevenir, mudar estilos de vida…
Temos assistido principalmente à saúde de adultos e é
quase como estar em Portugal J
Diabetes Mellitus tipo 2 e hipertensão arterial são 50% dos
casos vistos num dia. A grande diferença é que os doentes têm de vir a consulta
a cada 5 dias levantar os medicamentos! Pois é! Como o stock é sempre pequeno,
os medicamentos são dados ao doente apenas por 5 dias. Podem imaginar quantos
não cumprem a medicação.
Depois há as lombalgias, dores articulares, infecções
respiratórias… eles dizem que também estamos num local privilegiado da Índia e
que Kerala é uma das regiões mais ricas, com boa qualidade de vida e onde a
esperança média de vida é mais alta que no resto do pais.
Numa das visitas de campo também tivemos oportunidade
de ir visitar o Centro de Saúde estatal da zona. Acho que ao olharem para as
fotos já percebem as diferenças.
A organização também tem Centros de Saúde urbanos,
mesmo no centro de Kochi. Aqui o trabalho desenvolvido é o mesmo. As equipas de
campo conhecem quase toda a gente. Trabalham muito com pessoas “importantes na
comunidade, como a Sra. de quem toda a gente gosta e sabe onde as pessoas do
bairro andam, o que fazem, que dificuldades que têm, com as professoras das
escolas, com as mães que ficam em casa a tomar conta dos filhos e vizinhos… A
proximidade dos técnicos com a população é grande.
(toda a equipa numa reunião com uma das senhoras responsáveis por varias actividades no bairro)
(Visita a um jardim de infância local)
Visitamos o que eles chamam de favela (mas
avisaram logo que as de Kochi são boas!), onde as pessoas moram em barracas ao
lado dos carris dos comboios, sem esgotos, água ou electricidade.
E foi assim o último dia de Saúde Comunitária. Pedimos para ficar 10 dias e com os 2 últimos Sábados e Domingos :) 10 dias done :)
Next stop: GI Surgery :) oh yeahh


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